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Assine o manifesto contra a venda da Embraer e fortaleça a defesa dos empregos e da soberania

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Os sindicatos que organizam a campanha “A Embraer é nossa. Não à venda para a Boeing” lançaram um manifesto de apoio à luta em defesa dos empregos e da soberania nacional, ameaçados pela possível venda da empresa.

O documento explica como a venda para a Boeing pode ser prejudicial para as cidades que sediam fábricas da Embraer e para o país.

Um dos trechos do documento diz: “Com a venda da Embraer para a Boeing, o país corre o risco de ser rebaixado a mero fabricante de peças, o que inevitavelmente ameaçará o emprego de 17 mil trabalhadores direitos e outros milhares de indiretos que atuam na indústria nacional. Metalúrgicos, engenheiros, técnicos e tantos outros profissionais estarão sujeitos ao afiado “facão” já utilizado pela Boeing em outras ocasiões”. Confira a íntegra do texto abaixo.

Todas as entidades, intelectuais, artistas, lutadores e cidadãos que apoiam esta causa podem assinar o manifesto e fortalecer essa luta. Basta enviar o nome da pessoa ou entidade para o e-mail secretaria@sindmetalsjc.org.br, com o assunto “Manifesto – Não à venda da Embraer”.

 

NÃO À VENDA DA EMBRAER
EM DEFESA DOS EMPREGOS E DA SOBERANIA NACIONAL

A Embraer, símbolo da indústria aeronáutica brasileira, pode estar prestes a deixar o país, colocando em risco milhares de empregos, a soberania tecnológica e de defesa nacional. A possível venda para a gigante estadunidense Boeing tornará incerto o futuro da fabricante de aviões brasileira que, ao longo de 49 anos de história, transformou-se em uma das principais empresas aeronáuticas do mundo.

Para a Boeing, a compra da Embraer é apenas mais uma aquisição que irá ampliar sua área de atuação. Mas, para a Embraer, a transação poderá levar a um caminho de retrocesso.

A empresa foi construída com dinheiro público e, mesmo depois de privatizada, recebeu bilhões de reais do governo federal por meio de isenções fiscais e financiamentos via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e outros fundos públicos.

Hoje o Brasil é parte da história da aviação mundial por produzir componentes de alto valor tecnológico e fabricar aviões. Com a venda da Embraer para a Boeing, o país corre o risco de ser rebaixado a mero fabricante de peças, o que inevitavelmente ameaçará o emprego de 17 mil trabalhadores direitos e outros milhares de indiretos que atuam na indústria nacional. Metalúrgicos, engenheiros, técnicos e tantos outros profissionais estarão sujeitos ao afiado “facão” já utilizado pela Boeing em outras ocasiões.

A perda destes postos de trabalho certamente causará dramáticos impactos sociais e econômicos, sobretudo nas cidades onde a empresa atua, provocando aumento do desemprego e queda da arrecadação de impostos e da atividade industrial.

Com a venda da Embraer, o Brasil também coloca em risco o setor de Defesa. A empresa é responsável por importantes programas militares usados pela Força Aérea Brasileira, como o Gripen, o KC-390, satélites e programas de vigilância de fronteira do país.

Se esta negociação for concretizada, este setor estratégico estará nas mãos do governo norte americano de Donald Trump, uma vez que a Boeing é considerada um braço do Pentágono (Departamento de Defesa dos Estados Unidos). Isso representa uma séria ameaça à soberania nacional.

Por tudo isso, dizemos não à venda da Embraer para a Boeing. Exigimos que o governo federal use seu poder de veto para impedir esta transação e que construa um projeto nacional de aviação regional e desenvolvimento da indústria aeronáutica, a partir do controle da Embraer pelo Estado brasileiro.

É preciso defender a Embraer, os empregos e a soberania nacional!

Assinam:
Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região
Sindicato dos Metalúrgicos de Araraquara
Sindicato dos Metalúrgicos de Botucatu
CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos/Força Sindical)
CNM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos/CUT)
FITMETAL (Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil/CTB)
CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular)
UGT (União Geral dos Trabalhadores)
FENATEMA (Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia, Água e Meio Ambiente) Intersindical
FEM-CUT (Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT São Paulo)
CUT São Paulo
Sindicato dos Metalúrgicos de Itu
Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté
Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos
Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba
Sindicato dos Bancários de São José dos Campos
Sindicato dos Servidores de São José dos Campos
Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos
Sindicato da Alimentação de SJC e Região
Sindicato dos Químicos de SJC e Região
Admap (Associação Democrática dos Aposentados e Pensionistas)
Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São José dos Campos