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Câmara dos Deputados chama ministros para esclarecer negociações entre Boeing e Embraer

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KC-390 faz parte do setor de Defesa da Embraer

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados vai chamar os ministros da Defesa e da Fazenda para prestarem esclarecimentos sobre as negociações da possível venda da Embraer para a Boeing.

A decisão foi tomada na quarta-feira (18), após apresentação de um requerimento de convocação pelo deputado Carlos Zaratini (PT-SP). Os ministros serão questionados sobre as tratativas comerciais entre a Embraer e Boeing e sobre o contrato que prevê a transferência de 80% a 90% do controle da empresa brasileira para a norte-americana.

Na justificativa do requerimento, o deputado argumenta: “A Embraer é uma empresa de alta tecnologia do setor de aviação e de defesa e estratégica para o Brasil. E abrir mão de seu controle, por meio da venda parcial ou integral de ações, poderá significar um grave ataque à soberania nacional e aos planos estratégicos na área da Defesa. Os termos do contrato apresentado não são de conhecimento público, o que suscita mais apreensão sobre os possíveis impactos dessa união”.

A data para o comparecimento dos ministros Joaquim Silva e Luna (Defesa) e Eduardo Guardia (Fazenda) à Comissão de Defesa ainda não foi agendada.

Reunião em Brasília

Dirigentes dos sindicatos dos metalúrgicos de São José dos Campos, Botucatu e Araraquara estiveram em Brasília, nesta quinta-feira (19), em reunião com Marcelo Pacheco, chefe da Subchefia de Análise e Acompanhamento de Política Governamental da Casa Civil.

Os sindicalistas deixaram oito perguntas relativas às negociações entre Embraer e Boeing para serem respondidas pelo presidente Michel Temer (MDB). Também reafirmaram a necessidade de Temer vetar qualquer operação que represente a transferência de controle da Embraer para a Boeing.

“Os sindicatos deixaram registrado que Michel Temer tem o dever de barrar a venda da Embraer. Como presidente do nosso país, ele não pode privilegiar os interesses da Boeing e do governo dos Estados Unidos. Nossa campanha em defesa da Embraer continua”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros.