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Boeing quer 90% do controle da aviação comercial da Embraer

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A Boeing já está abrindo o jogo. Em proposta apresentada semana passada ao governo, a fabricante de aviões norte-americana afirmou que quer controlar entre 80% e 90% da empresa a ser criada para receber a área de aviação comercial da Embraer.

As informações foram divulgadas nessa terça-feira (6), pelo jornal Valor Econômico.

Para a Embraer, restaria apenas o setor de Defesa, que representa 16,6% da sua receita.

Se for concluída, a transação não trará nada de positivo para o Brasil.

A proposta inviabiliza a própria existência do setor de Defesa da Embraer e pode reduzir os segmentos da aviação comercial e executiva a um mero departamento da Boeing.

Ainda segundo o jornal Valor, os americanos consideram imprescindível ter o controle da empresa de aviação comercial que será criada, reportando-se diretamente a Chicago, sede da Boeing.

Resumindo: ao ser comprada, a Embraer atenderá somente à ordem e aos interesses dos americanos.

“A Boeing é uma gigante que irá engolir a Embraer no momento em que a negociação for concluída. É preciso barrar esse processo, em defesa do emprego e da soberania nacional”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros.